"MENTES CRIATIVAS SÃO CONHECIDAS POR RESISTIREM A TODO TIPO DE MAUS TRATOS."
SIGMUND FREUD
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sexta-feira, 11 de junho de 2010

EMPENHE O PACIENTE


Muitos de nossos pacientes têm conflitos no reino da intimidade e obtêm ajuda na terapia simplesmente por vivenciar um relacionamento íntimo com o terapeuta. Alguns têm medo da intimidade porque acreditam que existe dentro deles algo basicamente inaceitável, algo repugnante e imperdoável. Dado isso, o ato de se revelar inteiramente a um outro e ainda ser aceito pode ser o principal veículo da ajuda terapêutica. Outros podem evitar a intimidade por causa do medo da exploração, colonização ou abandono; também para eles, o relacionamento terapêutico íntimo e efetivo que não resulte nba catástrofe prevista torna-se um experiencia emocional corretiva.
Portanto, nada tem precedência sobre o cuidado e preservação do meu relacionamento com o paciente, e fico muito atento a todas a nuances de como nos respeitamos recipocramente. O paciente parace distante hoje? Competitivo? Desatento aos meus comentários? Faz uso do que digo na vida privada, mas se recusa a reconhecer minha ajuda abertamente? Seria ela excessivamente resperespeitosa? Obsequiosa? Expressa muito raramente qualquer objeção ou discordância? Indiferente ou desconfiada? Entro em seus sonhos ou devaneios? Quais são as palavras das conversas imaginárias comigo? Todas essas coisas eu quero saber, e mais. Nunca deixo passar uma hora sem conferir nosso relacionamento, às vezes com uma simples declaração como: "Como eu e você estamos hoje?" Às vezes, peço ao paciente que se projete no futuro: "Imagine daqui a meia hora - você está a camin ho de casa, olhando para trás e pensando na nossa sessão. como estará se sentindo sobre eu e você hoje? Quais serão as observações não expressas ou as perguntas não formuladas sobre o nosso relacionamento hoje?"


MAIS UM TRECHO DO LIVRO DE IRVIN YALOM, COFESSO QUE TEM ME AJUDADO MUITO NOS MEUS ATENDIMENTOS, PARECE QUE ELE FALA DIRETAMENTE COMIGO, ISSO É ÓTIMO! TEM ME DADO MUITO MAIS SEGURANÇA, POIS ME DÁ UMA MODELO QUE POSSO SEGUIR SEM PRECISAR COPIAR, MAS A SUPERVISORA TAMBÉM AJUDA, E MUITO! VALEU PROFª PRISCILA PIRES, VOCÊ É DEZ!

sábado, 13 de fevereiro de 2010

CONVERSANDO SOBRE A MORTE


O medo da morte sempre se infiltra por baixo da superfície. Ele nos assombra durante toda a vida e nós erguemos defesas - muitas delas baseadas na negação - para nos ajudar a lidar com a consciência da morte. Mas não podemos mantê-la fora da mente. Ela se difunde pelas nossas fantasias e sonhos. Ela explode sem freios em cada pesadelo. Quando éramos crianças, ficávamos preocupados com a morte, e uma das nossas principais tarefas no desenvolvimento era a de conseguir enfrentar o medo da obliteração.
A morte é um visitante em todo o curso de terapia. Ignorar sua presença transmite a mensagem de que é terrivel demais para ser discutida. Ainda assim, a maioria dos terapeutas evita uma discussão direta sobre a morte. Por quê? Alguns terapeutas a evitam porque não sabem o que fazer com a morte. "Com que finalidade?", perguntam. "Vamos voltar ao processo neurótico, algo sobre o qual podemos fazer alguma coisa." Outros terapeutas questionam a relevância da morte para o processo terapêutico e seguem o conselho do grande Adolph Meyer, que aconselhou a não coçar onde não estiver coçando. Outros, ainda, se recusama trazer à baila um assunto que inspira uma enorme ansiedade num paciente já ancioso (e também no terapeuta).
Ainda assim, existem vários bons motivos pelos quais deveriámos confrontar a morte no decorrer da terapia. Primeiro, tenha sempre em mente que a terapia é uma exploração profunda e abrangente do curso e significado da vida de uma pessoa; dada a centralidade da morte em nossa existência, uma vez que vida e morte são interdependentes, como poderiámos ignorá-la? Desde os primórdios dos pensamentos escritos, os seres humanos percebem que tudo se desvanece, viver apesar do medo e do desvanecimento. Os psicoterapeutas não podem se dar ao luxo de ignorar os vários grandes pensadores que concluíram que aprender a viver bem é aprender a morrer bem.
Mais um texto do excelente livro do psiquiatra e psicoterapeuta Irvin D. Yalom, ótima leitura para terapeutas iniciantes. Em breve estarei publicando mais alguns artigos de minha autoria, cujo o tema será a questão da adoção e seus implicações psicológicas.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

O AQUI-E-AGORA-USE-O, USO-O


"O AQUI-E-AGORA É A PRINCIPAL FONTE DE PODER TERAPÊUTICO, A RECOMPENSA DA TERAPIA, O MELHOR AMIGO DO TERAPEUTA (E, CONSEQUENTEMENTE, DO PACIENTE). TÃO VITAL PARA UMA TERAPIA EFICIENTE É O AQUI-E-AGORA, ...
O AQUI-E-AGORA REFERE-SE AOS IMEDIATOS DA HORA TERAPÊUTICA, AO QUE ACONTECE AQUI (NESTE CONSULTÓRIO, NESTE RELACIONAMENTO, NA INTERMEDIALIDADE - O ESPAÇO ENTRE MIM E VOCÊ) E AGORA, NESTA HORA IMEDIATA. É BASICAMENTE UMA ABORDAGEM NÃO-HISTÓRICA E TIRA A ÊNFASE (MAS NÃO NEGA A IMPORTÂNCIA) DO PASSADO OU DOS EVENTOS HISTÓRICOS DA VIDA EXTERIOR DO PACIENTE."
ESTE É UM TRECHO DO LIVRO QUE ESTOU LENDO ATUALMENTE, E QUE RECOMENDO PARA TODOS QUE GOSTAM DAS ABORDAGENS GESTAÁLTICA E HUMANISTA, O LIVRO SE CHAMA: "OS DESAFIOS DA TERAPIA - REFLEXOES PARA PACIENTES E TERAPEUTAS", DO PSIQUIATRA IRVIN D. YALOM, LANÇADO NO BRASIL PELA EDITORA EDIOURO. OS DESAFIOS DA TERAPIA MOSTRA QUE O PROCESSO TERAPEUTICO É UMA PARCERIA ENTRE DOIS SERES HUMANOS QUE SE TORNAM COMPANHEIROS DA VIAGEM ÁRDUA, PORÉM GRATIFICANTE, QUE É O MERGULHO NO INTERIOR DE CADA UM, VALE A PENA LER!
(TITULO ORIGINAL: THE GIFT OF THERAPY).