"MENTES CRIATIVAS SÃO CONHECIDAS POR RESISTIREM A TODO TIPO DE MAUS TRATOS."
SIGMUND FREUD

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

O Mascarado Polêmico- Rede Globo, Mídia Manipuladora

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012


"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos".
Charles Chaplin

sábado, 11 de fevereiro de 2012

PONTES INDESTRUTIVEIS


Buscando um novo rumo que faça sentido nesse mundo louco com o coração partido

Tomo cuidado para que os desequilibrados não abalem minha fé pra eu enfrentar com otimismo essa loucura

Os homens podem falar mas os anjos podem voar

Quem é de verdade sabe quem é de mentira.

Não menospreze o dever que a consciência te impõe não deixe pra depois valorize a vida



Resgate suas forças e se sinta bem, rompendo a sombra da própria loucura.

Cuide de quem corre do seu lado e de quem te quer bem

Essa é a coisa mais pura



Fragmentos da realidade estilo mundo cão, tem gente que desanda por falta de opção.

Toda fé que eu tenho to ligado que ainda é pouco

Os bandidos de verdade tão em Brasília tudo solto

Eu faço da dificuldade a minha motivação

A volta por cima, vem na continuação.

O que se leva dessa vida é o que se vive o que se faz

Saber muito é muito pouco, "Stay Will" estejam e paz.



O que importa é se sentir bem, o que importa é fazer o bem

Eu quero ver meu povo todo evoluir também.

O que importa é se sentir bem, o que importa é fazer o bem

Eu quero ver meu povo todo prosperar também.

O que importa é se sentir bem, o que importa é fazer o bem

Eu quero ver meu povo todo evoluir também.

O que importa é se sentir bem...



Resgate suas forças e se sinta bem, rompendo a sombra da própria loucura.

Cuide de quem corre do seu lado e de quem te quer bem

Essa é a coisa mais pura



Difícil é entender e viver no paraíso perdido

Mas não seja mais um iludido

Derrotado e sem juízo Então



Resgate suas forças e se sinta bem, rompendo a sombra da própria loucura.

Cuide de quem corre do seu lado e de quem te quer bem

Essa é a coisa mais pura



O que importa é se sentir bem, o que importa é fazer o bem

Eu quero ver meu povo todo evoluir também.

O que importa é se sentir bem, o que importa é fazer o bem

Eu quero ver meu povo todo prosperar também.

O que importa é se sentir bem, o que importa é fazer o bem

Eu quero ver meu povo todo evoluir também.

O que importa é se sentir bem...



Viver, viver e ser livre,

Saber dar valor para as coisas mais simples

Só o amor constrói pontes indestrutíveis.


sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

SEGREDOS DE UM REENCONTRO!


"PARA SEMPRE", NA MINHA OPINIÃO, É NADA MAIS, NADA MENOS, QUE UM DIA DEPOIS DO   OUTRO. OU SEJA, É CONSTRUÇÃO.

EM PRINCÍPIO, NÃO EXISTE. MAS BASTA QUE FAÇAMOS A MESMA ESCOLHA SUCESSIVAMENTE E TEREMOS CONSTRUÍDO O "PARA SEMPRE".

O QUE QUERO DIZER É QUE O "SEMPRE" NÃO É MAGIA, NEM TAMPOUCO UM TEMPO QUE PRÉ-EXISTA. ELE É CONSEQÜÊNCIA. NADA MAIS QUE CONSEQÜÊNCIAS DE UMA SUCESSÃO DE DIAS, VIVIDOS MINUTO POR MINUTO.

EU, NESSE CASO, ADMIRO A CORAGEM DE QUEM VAI ATÉ O FIM, DE QUEM SE ENTREGA INTEIRAMENTE, DE QUEM SE PERMITE VIVER AQUILO QUE SEU CORAÇÃO PEDE ATÉ QUE TODAS AS CHAMAS SE APAGUEM. MAIS QUE ISSO: ATÉ QUE AS BRASAS ESFRIEM E - DEPOIS DE TODAS AS TENTATIVAS - NADA MAIS POSSA SER RESGATADO DO FOGO QUE UM DIA ARDEU OU ARDE.

..."PARA OS ERROS HÁ PERDÃO; PARA OS FRACASSOS, CHANCE; PARA OS AMORES IMPOSSÍVEIS TEMPO. DE NADA ADIANTA CERCAR UM CORAÇÃO VAZIO OU ECONOMIZAR ALMA. UM ROMANCE CUJO FIM É INSTANTÂNEO OU INDOLOR NÃO É UM ROMANCE. NÃO DEIXE QUE A SAUDADE O SUFOQUE, QUE A ROTINA O ACOMODE, QUE O MEDO O IMPEÇA DE TENTAR"... PORQUE DE CORAÇÕES PARTIDOS POR CAUSA DE UM AMOR VIVIDO PELA METADE AS RUAS ESTÃO CHEIAS, ASSIM COMO AS ALMAS QUE PERAMBULAM FEITO PONTOS DE INTERROGAÇÃO A SE QUESTIONAR O QUE MAIS PODERIAM TER FEITO PARA QUE O OUTRO TAMBÉM ESTIVESSE PRESENTE, PARA QUE NÃO FUGISSE TÃO FURTIVAMENTE, TÃO COVARDEMENTE, TÃO SORDIDAMENTE.

É POR ISSO QUE INSISTO: MUITO MAIS QUE NOS PREOCUPARMOS COM O "PARA SEMPRE", PRECISAMOS COMEÇAR A INVESTIR NO "ATÉ O FIM", PARA QUE O "AGORA" TENHA MAIS SIGNIFICADO. PARA QUE AS INTENÇÕES, AS PALAVRAS, AS ATITUDES E TODOS OS RECOMEÇOS FAÇAM PARTE DE UMA HISTÓRIA MAIS SÓLIDA, MENOS PROSTITUÍDA, QUE REALMENTE VALHA A PENA.

ENTÃO QUESTIONE-SE: O CORAÇÃO AINDA ACELERA QUANDO O OUTRO SE APROXIMA? O PEITO AINDA DÓI DE SAUDADE? O DESEJO AINDA GRITA, PERTURBANDO O SILENCIO DA NOITE? ENTÃO NÃO CHEGOU AO FIM! NÃO ACABOU!

SEI QUE, EM ALGUNS CASOS, MOTIVOS DE FORÇA MAIOR IMPEDEM UM AMOR DE SER VIVIDO (E DAÍ A SEPARAÇÃO PODE SER SINAL DE MATURIDADE), MAS NA MAIORIA DAS VEZES O QUE AFASTA DOIS CORAÇÕES É MUITO MAIS INTOLERÂNCIA, ILUSÕES OU AUTO-DEFESAS TOLAS, DO QUE ALGO QUE REALMENTE JUSTIFIQUE O LAMENTÁVEL DESFECHO.
O QUE O OUTRO QUER? DESISTIU? ACOVARDOU-SE? OK!POR MAIS IMBECIL QUE SEJA É UM DIREITO.

ESTEJA CERTO DE QUE VOCÊ FEZ O QUE ESTAVA AO SEU ALCANCE E DEPOIS... BEM, DEPOIS RECOLHA-SE E PONDERE: "PARA AMORES IMPOSSÍVEIS, TEMPO". TEMPO EM QUE VOCÊ TERMINARÁ DESCOBRINDO QUE A VIDA TEM SEU JEITO MISTERIOSO DE FAZER O AMOR ACONTECER, MAS QUE NO FINAL DAS CONTAS -  FELIZ MESMO É QUEM APESAR DE TUDO, TEM CORAGEM DE AMAR... SIMPLESMENTE AMAR!




TEXTO DO LIVRO: AMAR... SIMPLESMENTE AMAR
AUTOR: PAULO CÉSAR DE O. PINTO
RESENDE/RJ - 2010

sábado, 31 de dezembro de 2011

MENSAGEM DE ANO NOVO


Novos desafios, novos negócios, novas oportunidades…
Deixe as portas e as janelas abertas para os novos fluidos…
Não deixe que as barreiras do limite obstrua o seu modo de pensar…
Acredite nas capacidades infinitas para VOCÊ evoluir sempre.
Cultive a perseverança, a compreensão dos fatos na direção de seus interesses !
Lamentações, restrições e reclamações são improdutivas.
Solucionamos nossos problemas quando não fugimos deles e os resultados aparecem quando VOCÊ acredita que VOCÊ é quem faz a possibilidade do possível acontecer.
Busque frases sorridentes e amigas para as situações inevitáveis e, procure sempre celebrar as pequenas vitórias que VOCÊ conquistará ao longo deste ano.
UM GRANDE ABRAÇO A TODOS!
DO AMIGO DANIEL MATOS

sábado, 24 de dezembro de 2011

AMOR INSUPERÁVEL


Ele veio à luz numa noite quase fria e para aquecê-lO, serviram-se os pais de palhas e feno, destinadas aos animais do local onde se abrigavam.
Teve Sua vida ameaçada, desde os meses primeiros, por quem temia se ver destituído do trono das vaidades.
Vagou por terras estrangeiras, retornando à cidade de Seus pais, para crescer em graça e vitalidade.
O clima político era de intranquilidade. O povo a que pertencia era escravo de nação arbitrária e dominadora.
O governo estava centrado no acúmulo das riquezas e na manutenção do poder pela força, desde que lhe faleciam razões outras.
Toda vez que lhe mencionariam o nome, ao longo dos séculos que viriam empós, seria lembrado como Aquele que viera de cidade das menos expressivas de Sua nação.
Seu pai não detinha projeção social. Era carpinteiro e cedo, Suas mãos longas e finas passaram a modelar a madeira.
Quando o tempo se fez próprio, fez-Se conhecer dos homens, servindo-Se de frases ditas muitos séculos antes de Sua vinda.
Frases de conhecimento popular, repetidas de geração a geração, em cânticos de esperança.
Mas aqueles mesmos para quem viera, não O reconheceram. Esperavam alguém cheio de pompa e Ele fez-Se pequeno, para amar e servir aos homens.
Acusaram-nO de crime de sacrilégio porque ousou afirmar a Sua filiação Divina, desvelando-nos o Pai de todos nós.
Chamou os que O seguiam de amigos, patenteando que a amizade é dos mais puros sentimentos.
Afirmou que Se ofereceria em holocausto, no momento oportuno e que, pelos Seus amigos, daria a própria vida.
Lecionou a alegria, fazendo-Se presente em momentos de importância da vida de parentes e pessoas que desejavam com Ele partilhar o pão, a mesa, a amizade.
Abençoou com Sua presença um casamento, assinalando a importância da família.
Chamou a Si os pequenos, afirmando da importância do período infantil e, educador excepcional, disse das graves responsabilidades de se bem conduzir essa quadra da vida.
Esteve com os jovens e, idealista, convidou-os para O seguirem, a fim de que tivessem a sua juventude abençoada pelo amor imperecível.
Fez da natureza Seu templo e Sua escola, chamando a atenção dos que O ouviam para as coisas pequeninas.
O grão de mostarda, a figueira improdutiva, a sega no momento apropriado, a periodicidade das estações, uma folha de árvore.
Ensinou a nobreza no sacrifício por amor à verdade. Com Seu sangue regou o ânimo dos que Se lhe tornariam seguidores, no transcorrer dos evos.
Retornando do país do Além, Ele que fora abandonado, traído, apresentou-Se para consolar os amigos.
Atestou a Imortalidade com a Sua presença, permitindo-Se tocar, apalpar.
Conhecedor das necessidades humanas mais primárias, não Se pejou em preparar, na praia, o fogo, oferecendo aos amigos pescadores, o alimento, em Seu retorno das lides.
Foi filho amoroso, amigo incondicional, servidor da Humanidade.
Nada exigiu. Exemplificou a perfeição e, num convite veemente, estabeleceu que quem O desejasse imitar, bastava tomar de Sua cruz e segui-lO.
O que Ele fazia, todos podiam realizar.
Não prometeu recursos amoedados ou situações de privilégio. Ele era o Modelo e Guia, sem sequer possuir uma pedra para repousar a cabeça.
Não era excepcional, afirmava. Filho do Pai Excelso, comungando de Sua vontade, revelou-nos a nossa filiação Divina.
E no Seu testamento de amor afirmou que somos os herdeiros das estrelas, os senhores dos astros, viajores do Universo.
Chamam-no Nazareno, Amigo Celeste, Galileu, filho de Deus.
Não importa. Ele é Jesus, o amor insuperável. Nosso Mestre, Amigo, Irmão.






Redação do Momento Espírita. Do site: http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=3260&stat=0.

sábado, 10 de dezembro de 2011

APELO DE UM IDOSO

Dizem que sou um velho. Por vezes, você passa por mim, com um grupo de amigos e ri do meu andar lento e atrapalhado.
Você pode achar que eu não percebo os seus risos. Contudo eles me ferem, porque eu gostaria de andar rápido como fazia há tão pouco tempo. Mas as pernas não obedecem ao meu comando com presteza.

Às vezes, não consigo distinguir com clareza o letreiro do ônibus e acabo por tomar a direção errada.
Motorista, tenha um pouco de paciência comigo. Reconheço que você tem horário a cumprir, que muitos reclamam do seu desempenho, das suas freadas e da sua forma de dirigir.

Pense um pouco. Não errei por querer lhe atrapalhar, simplesmente me enganei. Pense em quantas vezes você já se enganou na vida e precisou da compreensão dos outros.

Explique-me onde descer, de preferência aquele ponto que seja menos complicado para eu retornar ao lugar onde estava e depois tomar o ônibus certo.

Ajude-me. Eu poderia ser seu avô, a quem, com certeza, você trata com carinho e atenção.

Se eu tivesse um neto como você, possivelmente não andaria sozinho pelas ruas. Ele me tomaria pela mão e me guiaria, impedindo que eu corresse tantos riscos.

Ah, não esqueça. Quando eu estiver atravessando a rua e o sinal abrir, espere um minutinho mais.

Não me apresse com buzina ou arrancada brusca. Posso tentar ser mais rápido e cair.

Você que anda pela rua e é indagado por mim a respeito de algum local, use de paciência.

Posso demorar um pouquinho para desdobrar o papel que trago no bolso com o endereço exato de onde eu devo chegar. Minhas mãos tremem e os dedos parecem rígidos.

Espere que eu pergunte e se eu não entender, explique outra vez. Pense em quantas vezes você já pediu a seus pais, seus professores, seus colegas que repetissem a explicação de algo que você não entendeu.

Procure ser claro. Fale devagar. Se possível, me acompanhe até o local mais próximo de onde eu devo chegar.
Você que está na fila do caixa eletrônico, tenha calma. Preciso fazer tudo devagar. Afinal, ainda não consegui assimilar as grandes mudanças da eletrônica.

Passar o cartão, guardar números de memória, a tal da senha e digitar... Tudo é um tanto complicado. Eu consigo fazer direitinho, se você me der um tempo.

Lembre: sou um idoso, hoje. Já fui jovem, fui ágil, preciso, produtivo.

Também fui impaciente. O tempo me ensinou a ter paciência comigo mesmo, pois já não consigo fazer tudo que desejaria. E com os outros que não conquistaram ainda a paciência.

A comunidade que despreza os seus idosos está longe do caminho da civilização. Mesmo que tecnologicamente apresente avanços surpreendentes, se não alcançou o respeito à vida humana, aos mais velhos, aos mais fracos, ainda necessita andar muito.

A mais elevada nação será aquela que souber amparar o mais fraco. Que estabelecer programas de atendimento especializado aos necessitados e primar pela atenção àqueles que se esforçaram para que as leis fossem implantadas, a economia direcionada e a felicidade florescesse nos corações da infância, da juventude e da madureza.



Redação do Momento Espírita.
Do site: MOMENTO ESPÍRITA

momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=3256&stat=0">

domingo, 27 de novembro de 2011

ANTE O OFENSOR

Aquele que nos fere terá assumido, aos nossos olhas, a feição de inimigo terrível, no entanto, o
Divino Mestre que tornamos por guia de nosso pensamento e conduta, determina venhamos a perdoá-lo setenta vezes sete.

Por outro lado as ciências psicológicas da atualidade, absolutamente concordes com Jesus, asseveram que é preciso desinibir o coração de quaisquer ressentimentos e estabelecer o equilíbrio na governança de nossas potências mentais a fim que a tranqüilidade se nos expresse na existência em termos de saúde e harmonia.

Como, porém, realizar semelhante feito?

Entendendo-se que a compreensão não é fruto de afirmativas labiais, é forçoso reconhecer que o perdão exige operações profundas nas estruturas da consciência.

Se um problema desse nos aflora ao cotidiano, – à nós, os que aspiramos a seguir o Cristo, – pensemos primeiramente em nosso opositor na condição de filho de Deus, tanto quanto nós, e situando-nos no lugar dele, imaginemos em como estimaríamos que a Lei de Deus nos tratasse, em circunstâncias análogas.

De imediato observaremos que Deus está em nosso assunto desagradável tanto quanto um pai amoroso e sábio se encontra moralmente na contenda dos filhos.

Então, à luz do sentimento novo que nos brotará do ser, examinaremos espontaneamente até que ponto teremos ditado o comportamento do adversário para conosco.

Muito difícil nos vejamos com alguma parte de culpa nos sucessos indesejáveis de que nos fizemos vitimas, mas ao influxo da Divina Providência, a cujo patrocínio recorremos, ser-nos-á possível recordar os nossos próprios impulsos menos felizes, as sugestões delituosas que teremos lançado a esmo, as pequenas acusações indébitas e as diminutas desconsiderações que perpetramos, às vezes, até impensadamente, sobre o companheiro que não mais resistiu à persistência de nossas provocações, caindo, por fim, na situação de inimigo perante nós outros.

Efetuando o auto-exame, a visão do montante de nossas falhas não mais nos permitirá emitir qualquer censura em prejuízo de alguém.

Muito pelo contrário, proclamaremos, de pronto, no mundo íntimo a urgente necessidade da Misericórdia Divina para o nosso adversário e para nós.

Então, não mais falaremos no singular, diante daquele que nos fere: – "eu te perdôo" e sim, perante qualquer ofensor com que sejamos defrontados no caminho da vida, diremos sinceramente a Deus em oração: – “Pai de Infinita Bondade, perdoai a nós dois."


pelo Espírito Emmanuel - Do livro: Atenção, Médium: Francisco Candido Xavier.

sábado, 26 de novembro de 2011

O LAÇO.

NUNCA TINHA REPARADO QUÃ CURIOSO É UM LAÇO.
ENROSCA-SE, MAS NÃO SE EMBOLA, VIRA, REVIRA, CIRCULA E PRONTO: ESTÁ DADO O LAÇO.
É ASSIM QUE É O LAÇO: UM ABRAÇO NO PRESENTE, NO CABELO, NO VESTIDO, EM QUALQUER COISA QUE EU FAÇO.
E QUANDO PUXO UMA PONTA, O QUE É QUE ACONTECE? VAI ESCORREGANDO... DEVAGARZINHO, DESMANCHA, DESFAZ O ABRAÇO.
SOLTA PRESENTE, O CABELO, FICA SOLTO NO VESTIDO.
E, NA FITA, QUE CURIOSO, NÃO FALTOU NEM UM PEDAÇO. AH! ENTÃO, É ASSIM O AMOR, A AMIZADE. ENROSCA, SEGURA UM POUQUINHO, MAS PODE SE DESFAZER A QUALQUER HORA, DEIXANDO LIVRES AS DUAS PONTAS DO LAÇO.
POR ISSO É QUE SE DIZ: LAÇO AFETIVO, LAÇO FAMILIAR, LAÇO DE AMIZADE. E QUANDO ALGUÉM BRIGA, ENTÃO SE DIZ: ROMPERAM-SE OS LAÇOS.
E SAEM AS DUAS PARTES, IGUAL MEUS PEDAÇOS DE FITA, SEM PERDER NEM UMA PARTE.
O AMOR É ISSO. NÃO PRENDE, NÃO ESCRAVIZA, PODE ATÉ APERTAR, MAS SEM SUFOCAR.
PORQUE QUANDO VIRA NÓ, JÁ DEIXOU DE SER LAÇO!

NÃO SEI QUEM É O AUTOR DESTA POESIA, MAS ACHO QUE ELA REFLETE MUITO BEM COMO, NA MINHA OPINIÃO, DEVERÍAMOS LEVAR NOSSAS RELAÇÕES, LEVE E BONITAS COMO UM LAÇO DE FITA. TUDO FICA MUITO MAIS FÁCIL, QUANTAS VEZES ACHAMOS QUE SOMOS "DONOS DA SITUAÇÃO", QUE AS PESSOAS NOS PERTENCEM, QUEREMOS MANDAR, EXIGIMOS QUE AS COISAS SEJAM FEITAS A NOSSA MANEIRA, DE ACORDO COM NOSSA VONTADE E AÍ CRIAMOS OS NÓS QUE ACABAM ARREBENTANDO, MUITAS VEZES SEM VOLTA (IMAGINE UM PRESENTE EMBRULHADO COM UMA FITA REMENDADA).
POR ISSO DEVEMOS SEMPRE LEMBRAR QUE SOMOS SERES ÚNICOS, CADA UM COM SUA SUBJETIVIDADE E MODOS DE AGIR, E QUE CADA UM É RESPONSÁVEL POR SUA VIDA E ATITUDES, NÃO PODENDO ESTENDER OS RESULTADOS DE SUA FELICIDADE OU INFELICIDADE A TERCEIROS.
F. PEARLS DISSE UM DIA:
"Eu faço as minhas coisas e você faz as suas.
Eu não estou neste mundo para satisfazer as suas expectativas.
E você não está neste mundo para satisfazer as minhas.
Você é você, e eu sou eu.
E, se por acaso, nós nos encontrarmos, será ótimo.
Se não, nada se pode fazer."

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

ESCOLA LUGAR DE BOA CONVIVÊNCIA.


A matéria da revista Radis, publicada em maio de 2011, fala sobre a violência no ambiente escolar.  Uma violência que assume variadas formas, diferentes origens e tem como alvo o outro ou a si mesmo. Essa forma de violência tem sido freqüente nos últimos anos.  São vistas ações violentas ocorrendo na escola, contra a escola e pela escola. Esse cenário nos leva a refletir quanto ao papel da escola na sociedade pós moderna, uma vez que, ela tem importante função na produção de subjetividade.
 E subjetividade, do que se trata? Em geral, em Psicologia, quando se fala em subjetividade, logo aparece a idéia de algo apenas específico do indivíduo, próprio e particular, compreendido como singularidade, mas Guattari, ao definir subjetividade, confere-lhe um estatuto coletivo. Preocupado com a ordem capitalista, observa o controle que o capital exerce não só aos níveis econômico e social, mas também ao da subjetividade dos indivíduos, sendo que especialmente a cultura exerce um papel de sujeição subjetiva. O que a subjetividade capitalística produz é justamente a homogeneização dos indivíduos, normatização e massificação de pensamentos, seguindo um sistema de valores. Essa ordem é projetada na realidade do mundo e na realidade psíquica. Ela incide nos esquemas de conduta, de ação, de gestos, de pensamento, de sentido, de sentimento, de afeto, etc.
Perante o tema tratado, vimos que a escola é um local formador de subjetividade capitalística, onde se encontra modos de relações de poder em todos os níveis, seja do sistema educacional para professores e profissionais da escola, de aluno para aluno, do professor para o aluno e vice-versa.  Funções de culpabilização quando fala especialmente de bullying e segregação expressada principalmente na forma de preconceito e descriminação são visualizadas no texto, assim como quando falam sobre a escola inclusiva que passa mais pela a exclusão propriamente dita do que pela proposta de inclusão em si.
 A proposta para melhora, segundo o doutor em Educação Miguel Arroyo, seria através de uma relação transdisciplinar pedagógica, no sentido de repensar o sistema educacional e a diversidade no âmbito escolar através do diálogo de saberes, ou seja, vivências, valores, culturas e formas de pensar e ressalta que “essa concepção pedagógica de reconhecimento da diversidade instaura outra relação nas salas de aula, enriquece na docência-aprendizagem mútua”, ou seja, produção de subjetividade. Assim, poderia se criar uma nova forma de enfrentamento a gama de diversidade escolar sem violência, isto é, uma forma de frustrar esse mecanismo capitalístico.

*TEXTO APRESENTADO NA UNESA RESENDE, AUTORES:
ANA LUIZA M. OLIVEIRA
CAMILA M. PINHO
DANIEL MATOS

terça-feira, 8 de novembro de 2011

EVENTO REGIONAL SOBRE AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA


Angra dos Reis recebe evento regional sobre avaliação psicológica, dia 11 de novembro. Participe!

Depois de passar pela capital fluminense, pela Baixada e pelas regiões Serrana, dos Lagos, Norte e Sul Fluminense, o Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro (CRP-RJ) realiza, no próximo dia 11 de novembro, o penúltimo encontro regional das discussões do ano temático da avaliação psicológica, em Angra dos Reis, na Costa Verde. O encontro acontece a partir das 13h, na sede do no Centro de Estudos Ambientais (CEA), e, mais uma vez, a participação da categoria é considerada fundamental.
cartaz Avaliação Psicológica Angra dos Reis
Organizada pelo Grupo Temático (GT) formado no Conselho, a série de debates recebe profissionais e estudantes que apresentam queixas, dúvidas e sugestões sobre o tema. As conclusões e questões tiradas dos eventos regionais – incluindo o de Angra – serão levadas ao evento final do estado do Rio, que acontecerá no próximo dia 2 de dezembro, no Campus Maracanã da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). O objetivo é preparar um conjunto de informações e questões que serão apresentadas em um evento do Conselho Federal de Psicologia em março do ano que vem
Em alguns locais, a mobilização abaixo do esperado preocupa o CRP-RJ. A psicóloga e conselheira do CRP-RJ Analicia Martins de Sousa (CRP 05/31168), que participa do GT, afirma que é possível perceber problemas claros na atuação dos profissionais de psicologia em diferentes setores do mercado de trabalho. “Nos deparamos com diversas queixas e dificuldades vivenciadas pelos profissionais em sua prática profissional. Desviados de função, eles são recrutados para aplicar testes de seleção de pessoal sem receber nada em troca, conforme relataram alguns psicólogos em Volta Redonda. É urgente que questões como essas sejam levadas aos Conselhos Regionais e ao Conselho Federal para discussão”, alertou.
Para a conselheira, os profissionais e estudantes devem se aproximar mais do CRP-RJ, cobrando, participando dos eventos e debates e sugerindo melhorias. “É importante que adquiram o hábito de entrar no site do conselho, já que muitas informações são disponibilizadas por lá. Caso não achem isso suficiente, que telefonem ou se dirijam à sede do Conselho”, explica a conselheira.
O encontro mais recente foi realizado em um auditório da prefeitura de Volta Redonda em 21 de outubro. Além de psicólogos da região, o evento recebeu membros da Secretaria Comunitária de Assistência Social do município. Segundo a psicóloga Janaína Barros Fernandes (CRP 05/26927), colaboradora do CRP-RJ, o evento foi bem recebido por profissionais da região que não mantém contato direto com o Conselho e suas lutas.  “Foi uma demanda muito inesperada que nós tivemos em Volta Redonda, havia uma vontade muito grande dos profissionais de assistência de um contato com o CRP, o que acontece com pouca frequência”, salientou.
O encontro que encerra a série de eventos regionais, na sexta-feira, dia 11, começa às 13h. O CEA de Angra dos Reis fica à Avenida Jair Carneiro Toscano de Brito, s/n, Praia da Chácara, Balneário. O evento é aberto a psicólogos, estudantes e demais interessados. Mais informações por telefone: 21 2139-5439.

26 de outubro de 2011

EXTRAÍDO DO SITE DO CRP/RJ: http://www.crprj.org.br/noticias/

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

ABSURDO!

NO DIA 23 DE OUTUBRO O JORNAL "O  DIA" PUBLICOU ,NA COLUNA DE FERNANDO MOLLICA, UMA PEQUENA NOTA QUE MUITO NOS DIZ RESPEITO, FALANDO SOBRE EMISSÃO DE LAUDOS PSICOLÓGICOS ASSINADOS POR POLICIAIS E ATÉ POR TÉCNICOS DE NECRÓPSIA, ACREDITEM SE QUISER, OU SEJA, TEMOS AÍ DOIS PROBLEMAS:
1º UM PROBLEMA SOCIAL CRÔNICO SOBRE CORRUPÇÃO, POIS ESSAS PESSOAS ANTES DE SEREM POLICIAIS SÃO ACIMA DE TUDO CIDADÃOS, NÃO PODEMOS RECRIMAR ESSAS PESSOAS POIS ELES REFLETEM NOSSO PRÓPRIO COMPORTAMENTO, POIS QUEM POR AÍ VAI DIZER QUE SE AVANÇAR O SINAL VERMELHO  OU PARAR EM LOCAL PROIBIDO E O GUARDA VIER EM SUA DIREÇÃO COM O TALÃO DE MULTAS, NÃO VAI OFERECER UM "AGRADO" PARA O OFICIAL DA LEI? NO MINIMO FAZER UM PEDIDO PARA NÃO SER MULTADO? NA MINHA OPINIÃO ESSAS ATITUDES REFLETEM NADA MAIS NADA MENOS QUE OS NOSSOS CONCEITOS E COMPORTAMENTO, NÃO ESTOU AQUI DEFENDO OS POLICIAIS, POIS ESTES TEM UM PEPEL IMPORTANTÍSSIMO EM NOSSA SOCIEDADE E DEVERIAM SER OS  PRIMEIROS A AGIR IDEONEAMENTE, ATÉ POR QUE ELES ESCOLHERAM SER POLICIAIS. NÃO SEI OS MOTIVOS QUE LEVARAM ESTES INDIVÍDUOS A TOMAREM ESSAS ATITUDES, MAS NADA JUSTIFICA SEU "ERRO",  ATÉ PORQUE AINDA NADA FOI COMPROVADO, TENDO EM VISTA QUE O MP AINDA ESTÁ INVESTIGANDO.
A SEGUNDA QUESTÃO QUE GOSTARIA DE LEVANTAR, COMO ESTUDANTE DO 10º PERÍODO DO CURSO DE PSICOLOGIA, O QUE O CRP FAZ PARA EVITAR ESSES TIPOS DE FRAUDES? A RESPEITO DESSE CASO ESPECIFICAMENTE, ELES TEM CONHECIMENTO? QUAIS AS PROVIDENCIAS TOMADAS?
ESTOU INDIGNADO COM ESSA PROVÁVEL CONDUTA DOS POLICIAS, MAS ESTOU ACIMA DE TUDO COM MEDO, AINDA NOA SEI MUITO BEM QUAIS SÃO OS DEVERES DO CRP, MAS ACREDITO QUE DENTRE ELES ESTÁ A FISCALIZAÇÃO DAS ATIVIDADES REFERENTES A ÁREA DA PSICOLOGIA, BEM COMO A DEFESA DOS INTERESSES DOS PROFISSIONAIS DO RAMO, ENTÃO EU LHE PERGUNTO NÃO DEVERIA HAVER UM CONTROLE SOBRE O ÚNICO DOCUMENTO EXCLUSIVA DA NOSSA ÁREA? OU SEJA O CRP DEVERIA COBRAR A OBRIGATORIEDADE DE TODA DELEGACIA POSSUIR UM PROFISSIONAL PSI EM SEU ELENCO, ALEM DE ELABORAR MELHORES MEIOS DE CONTROLE SOBRE ESTE IMPORTANTE INSTRUMENTO.
ESSAS É MINHA HUMILDE OPINIÃO, NÃO ESTOU AQUI  PARA CRITICAR  O NOSSO CONSELHO, MAS ACHO QUE VALE O ALERTA, E SE MINHA OPINIÃO FOR VISTA COMO CRITICA, A LEVEM PARA O LADO POSITIVO, COMO UMA MANEIRA DE ENCONTRAR SOLUÇÕES. E A PROPÓSITO TENHO ALGUMAS SUGESTÕES, NA VERDADE É UMA SÓ, MAS SE ESTIVEREM INTERESSADOS, PODEMOS DISCUTIR MELHOR ESSE ASSUNTO.
SEGUE ABAIXO A CÓPIA DIGITALIZADA DA REFERIDA NOTA.


JORNAL O DIA - DOMINGO, 23/10/2011.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Aos Psicólogos (as) da Região Sul Fluminense



RECEBI ESTA MENSAGEM  POR E-MAIL E ACHEI IMPORTANTE DIVULGÁ-LA NO BLOG, AFINAL SÃO INFORMAÇÕES  PRECIOSAS QUE NEM TODOS NÓS TEMOS CONHECIMENTO, POR ISSO A SUA IMPORTÂNCIA.

Colegas e amigos da Psicologia.


Conversando com alguns colegas sobre o assunto de condições
trabalhistas de nossa categoria, percebemos que em nossa região sul fluminense, não temos nenhuma instituição que nos represente e fiscalizem nossas leis.
Nenhum sindicato, uma sub sede do CRP, enfim nada.
Na região é cada vez maior o número de profissionais atuando ou não no mercado de trabalho, bem como futuros profissionais.
Essa vem crescendo absurdamente, empresas de fora se instalando aqui, a população aumentanto, enfim a demanda existe.
Com relação a cursos de especialização, extensão, graduação entre outros em nossa área são poucos.
E em conseqüência disso os profissionais para se qualificar precisam ir p/ São Paulo, Rio de Janeiro, entre outros lugares, gastando tempo e dinheiro, que em muitas vezes, possuem poucas condições, já que o salário é baixo.
Além de nosso piso salarial ser de R$ 1.600,00 que já é consideravelmente pouco, o que se vem praticando é bem menos do que o piso.
Além das condições de trabalho, falta de respeito e reconhecimento aos profissionais da Psicologia.
Não basta apenas termos sendo votado o aumento do piso salarial, a diminuição da carga horária, se não há meios de fiscalizar se as leis são cumpridas, tão pouco isto, dentre outras coisas não acontecerão, se nós, os maiores interessados não nos movimentarmos.
Há um tempo atrás a Profa. Doutora Valéria Marques, encabeçou um movimento para que conseguissemos uma sub sede do CRP na região, sem sucesso.
Pois os profissionais não compareceram em muitos dos eventos realizados aonde representantes do CRP estavam presentes, e o baixo-assinado não teve pessoas suficientes, além de muitos outros fatores que não tenho informação.
Entretanto, na minha opinião, acho que uma sub sede do CRP não seria suficiente, temos que ter um sindicato da categoria com profissionais atuantes para fazer com quem se cumpra leis em prol de nossa categoria, bem como outros benefícios.
O que pedimos são melhores condições de trabalho, salariais, para que possamos ter uma melhor qualidade de vida e de trabalho.
Porque não termos cursos aqui?Até quando o que se forma e o que se qualifica fora, terá mais importancia e maior visibilidade e oportunidades no mercado de trabalho?
O que peço a vocês é que nos juntemos, promovendo eventos, debates, entre outros, para que consigamos algo para nossa região que nos favoreça.
Sabemos que a situação só muda, quando damos o primeiro passo, quando a mudança parte de nós!!!
PS: Peço para que encaminhem este e-mail aos seus contatos, para que consigamos mais pessoas a participar desde movimento.
Abraço,


Danielly Cordeiro de OliveiraPsicóloga Clínica e Organizacional
Contatos: (24) 9904-1418 / 8100-8890

sábado, 22 de outubro de 2011

SAUDADE...

Pode ser que um dia a gente venha a se perder nas distâncias desse mundo. 
Pode ser que um dia a gente se separe. 
Nem sempre a vida respeita o que a gente quer. 
Mas uma coisa é certa, Se pela força da distância você se ausentar, 
...Pelo poder que há na saudade você há de voltar!

Padre Fábio de Melo

CONSTRUINDO A SUBJETIVIDADE


Os textos, “Complexidade, Transdisciplinaridade e construção de subjetividade” e “Os intelectuais e o poder”, trazem em comum a reflexão sobre o poder. Um poder que constrói a subjetividade e ao mesmo tempo é construída por ela. A leitura dos textos nos leva a repensar a idéia de “conceito”, a partir dos quais, são produzidas “verdades” teóricas usadas para explicar a realidade e construir práticas rígidas totalizadoras.
 De acordo com Deleuse & Guattari, autores do primeiro texto, conceito não deve ser definido como essência nem como a descrição de um estado de coisa e sim como ‘cartografia de circunstância’. Esses autores problematizam a questão da prática clínica, propondo uma nova operação, a de transversalização, revendo conceitos como, subjetividade, problema, objeto e suas teorias pré estabelecidas que pretendem dar conta dessas questões a partir de “verdades teóricas” atravessadas pelo poder. A proposta da clínica transdisciplinar é de uma clínica que se constrói no encontro com o sujeito, disposta a mudança de rota, a construção da subjetividade e de novas questões.
Foucault & Deleuse, autores do segundo texto, enfocam sua reflexão neste poder propriamente dito. Segundo esses autores, não existe teorias que não encontrem obstáculos, mesmo quando aplicadas em seu próprio domínio. É a prática que irá, por meio de outros discursos, transpor os obstáculos. Dessa forma é possível pensar a teoria como uma prática local e não totalizadora. Quem opera totalizações é o poder, a teoria é instrumento contra este. O retrato do poder em sua forma mais pura, arcaica e infantil são as prisões, no entanto, o poder é exercido por várias categorias profissionais, operando como reforço de estruturas de reclusão que resulta numa política global de poder.  O poder é enigmático, ao mesmo tempo visível e invisível. É possível observar quem o detém e o resultado dele, sem que possamos, no entanto, determinar quem de fato o exerce. As pessoas se ligam ao poder sem que haja, aparentemente, interesse nele, porém há investimentos de desejos que explicam onde o desejo coloca o poder: a favor de seus interesses inconscientes. Aliar-se a movimentos revolucionários não significa lutar contra o poder. A luta, segundo Foucault e Deleuse, é uma luta pessoal, a partir da vivência singular de cada sujeito, que assim como os revolucionários reconhecem o alvo e determinam o método da luta, livre de uma verdade teórica.
Uma forma de exemplificar o que os autores chamam de relação de poder, é falar sobre a prática do psicólogo no qual este profissional sempre é colocado no lugar daquele que sabe tudo sobre a mente, o comportamento e o mal que o ser humano sofre. Assim, quando um indivíduo e seu familiar chegam até este profissional, vem com a idéia de cura para qualquer questão existencial que a pessoa possa estar passando e normalmente questiona o psicólogo o que ele tem, por que e como. Portanto, o psicólogo é aquele que detém o poder por ter sabedoria sobre o assunto. O interessante é o profissional entender essa relação e não tratar o indivíduo como marionete e dizer o que é certo ou errado segundo uma teoria. No mesmo contexto, esse profissional também é sujeitado à relação do poder quando a sociedade tem um entendimento prévio sobre como é ser psicólogo e como este age na sociedade. Com isso, se o profissional desta área sai do padrão entendido pela sociedade, é taxado de mau profissional.
Ao fazer a leitura desses textos, o que me veio imediatamente à mente foi o movimento reivindicatório dos bombeiros militares do estado do Rio de Janeiro, talvez pelo fato de estar na corporação há quinze anos e participando ativamente deste movimento desde seu início vejo claramente refletido neste ato as questões abordadas, especialmente no texto “OS INTELECTUAIS E O PODER”. A história do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) teve início no ano de 1856 quando o Imperador Dom Pedro II organizou o Corpo Provisório de Bombeiros da Corte. Para tal reuniu sob uma mesma administração as diversas seções que até então existiam para o serviço de extinção de fogo nos Arsenais de Guerra e de Marinha, Repartição de Obras Públicas e Casa de Correção. A criação do Corpo Provisório de Bombeiros da Corte consta do Decreto Imperial 1775, de 02 de julho de 1856.
As pessoas oriundas dessas instituições tinham como principal característica o porte atlético, além da disposição física aliada a uma coragem destacada, porém pouca instrução e alguns até de caráter duvidoso, pois como percebemos parte deles eram provenientes das Casas de Correção. O Material de combate compunha-se basicamente de quatro bombas manuais, algumas escadas, baldes de lona, mangueiras e cordas, ou seja, as características físicas eram as mais privilegiadas do que os atributos intelectuais.
Durante muitos anos o CBMERJ manteve em suas fileiras Bombeiros Militares (BMs) que carregavam sobre seus ombros o estigma de seus predecessores, mas com a modernização dos equipamentos utilizados para as atividades desempenhadas por estes profissionais, os atributos físicos foram ficando cada vez mais desvalorizados, dando lugar aos aspectos intelectuais. Essa exigência trouxe consigo uma desvantagem muito grande para as esferas superiores, os que detinham o poder, pois estes não perceberam essa mudança gradual na tropa, que passou a produzir seu próprio saber e a desenvolver sua subjetividade.
Essa construção e desenvolvimento da subjetividade culminaram no que Foucault de “ação revolucionária”, que foi o início do movimento chamado de SOS BOMBEIROS RJ, pois as questões apresentadas são legitimamente provenientes da tropa.
Usando novamente as palavras de Foucault que diz que os intelectuais descobriram recentemente é que as massas não necessitam deles para saber, os BMs do estado do Rio de Janeiro a meu ver era um elefante preso a um barbante.
*TEXTO APRESENTADO NA UNESA RESENDE, AUTORES:
ANA LUIZA M. OLIVEIRA 
CAMILA M. PINHO
DANIEL MATOS

sábado, 15 de outubro de 2011

QUANDO ME AMEI DE VERDADE...

RECEBI UM E-MAIL QUE ATRIBUÍA ESTE TEXTO A CHARLES CHAPLIN, NÃO SEI SE ELE É REALMENTE O VERDADEIRO AUTOR, MAS DE QUALQUER MANEIRA É UM TEXTO MUITO BOM E NOS COLOCA A REFLETIR SOBRE NOSSOS VALORES. PARA OS FÃS DA GESTALT TERAPIA ELE TAMBÉM TRAZ UMA REFLEXÃO MUITO IMPORTANTE E INTERESSANTE. ELE NOS FALA DA NOSSA RESPONSABILIDADE SOBRE NOSSO DESTINO E QUE AS DECISÕES QUE TOMAMOS NÃO PODEM E NÃO DEVEM SER BASEADAS NAS OPINIÕES DE TERCEIROS, ELES SÃO DE NOSSA ÚNICA E EXCLUSIVA RESPONSABILIDADE, AFINAL AS CONSEQÜÊNCIAS ADVINDAS DESTA OU DAQUELA DECISÃO RECAIRÁ SOBRE NOSSA PRÓPRIA EXISTÊNCIA. E QUE FICAR SE LAMENTANDO NÃO RESOLVE OS PROBLEMAS, JÁ DIZIA O POETA: "LEVANTA, SACODE A POEIRA E DÁ A VOLTA POR CIMA."
SEGUE ABAIXO O TEXTO:



QUANDO ME AMEI DE VERDADE...

QUANDO ME AMEI DE VERDADE, COMPREENDI QUE EM QUALQUER CIRCUNSTÂNCIA EU ESTAVA NO LUGAR CERTO, NA HORA CERTA, NO MOMENTO EXATO. E, ENTÃO, PUDE RELAXAR.
HOJE SEI QUE ISSO TEM NOME…
AUTOESTIMA.

QUANDO ME AMEI DE VERDADE, PUDE PERCEBER QUE MINHA ANGÚSTIA E MEU SOFRIMENTO EMOCIONAL, NÃO PASSAM DE UM SINAL DE QUE ESTOU INDO CONTRA MINHAS VERDADES.
HOJE SEI QUE ISSO É…
AUTENTICIDADE.

QUANDO ME AMEI DE VERDADE, PAREI DE DESEJAR QUE MINHA VIDA FOSSE DIFERENTE E COMECEI A VER QUE TUDO O QUE ACONTECE CONTRIBUI PARA MEU CRESCIMENTO.
HOJE CHAMO ISSO DE…
AMADURECIMENTO.

QUANDO ME AMEI DE VERDADE, COMECEI A PERCEBER COMO É OFENSIVO FORÇAR ALGUMA SITUACÃO OU ALGUÉM, INCLUSIVE A MIM MESMO, SÒMENTE PARA REALIZAR AQUILO QUE DESEJO, MESMO SABENDO QUE NÃO É O MOMENTO OU QUE A PESSOA NÃO ESTÁ PREPARADA.
HOJE SEI QUE O NOME DISSO É…
RESPEITO.

QUANDO ME AMEI DE VERDADE, COMECEI A ME LIVRAR DE TUDO QUE NÃO FOSSE SAUDÁVEL…
PESSOAS, TAREFAS, TODA E QUALQUER COISA QUE ME PUSESSE PARA BAIXO. INICIALMENTE, MINHA RAZÃO CHAMOU A ESSA ATITUDE DE EGOÍSMO.
HOJE SEI QUE ISSO SE CHAMA…
AMOR PRÓPRIO.

QUANDO ME AMEI DE VERDADE, DEIXEI DE TEMER MEU TEMPO LIVRE, DESISTÍ DE FAZER GRANDES PLANOS E ABANDONEI OS PROJETOS MEGALÔMANOS PARA O FUTURO. HOJE FAÇO O QUE ACHO CERTO, O QUE GOSTO, QUANDO QUERO E NO MEU PRÓPRIO RITMO.
HOJE SEI QUE ISSO É…
SIMPLICIDADE.

QUANDO ME AMEI DE VERDADE, DESISTÍ DE QUERER TER SEMPRE RAZÃO E, DESSA MANEIRA, ERREI MENOS.
HOJE DESCOBRI A…
HUMILDADE.

QUANDO ME AMEI DE VERDADE, DESISTI DE FICAR REVIVENDO O PASSADO E DE ME PREOCUPAR COM O FUTURO. AGORA, MANTENHO-ME NO PRESENTE, QUE É ONDE A VIDA ACONTECE. HOJE VIVO UM DIA DE CADA VEZ.
ISSO É…
PLENITUDE.

QUANDO ME AMEI DE VERDADE, PERCEBI QUE A MINHA MENTE PODE ATORMENTAR-ME E DECEPCIONAR-ME. MAS, QUANDO A COLOCO A SERVIÇO DO MEU CORAÇÃO, ELA SE TORNA UMA GRANDE E VALIOSA ALIADA.
TUDO ISSO É…
SABER VIVER!



“NÃO DEVEMOS TER MEDO DOS CONFRONTOS! ATÉ OS PLANETAS SE CHOCAM E DO CAOS NASCEM AS ESTRÊLAS”.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

PARCEIROS DO EXMº SR GOVERNADOR SERGIO CABRAL


Dize-me com quem andas, Sergio Cabral, e todos saberão que tipo de governante você se tornou.
Carlos Newton

Por muito menos, pediram o impeachment de Fernando Collor. Não há comparação entre as trajetórias do então presidente e a do atual governador do Rio de Janeiro. Os “empresários” Marcelo Mattoso de Almeida, que morreu pilotando o helicóptero na Bahia, Fernando Cavendish, Sergio Luiz Côrtes da Silveira e Arthur Cesar Soares de Menezes Filho – são estes os principais parceiros de Sergio Cabral Filho, um jovem suburbano que abraçou a política e daí passou a flertar com a elite e frequentar o eixo Leblon-Angra dos Reis-Miami-Paris.
Parceiro 1 – Marcelo Mattoso de Almeida era um ex-doleiro, que se autoexilou em Miami, fugido de uma operação da Polícia Federal, onde abriu uma revendedora de carros de luxo (por coincidência, o nome da agência era First Class, o mesmo do empreendimento na Bahia). Voltando ao Rio de Janeiro, passou a frequentar a casa do governador, tornando-se assíduo no Palácio Laranjeiras. Por coincidência, na semana passada voltou de Paris fazendo escala em Miami.
Parceiro 2 – Fernando Cavendish, dono da Delta Construções, era um empreiteiro de terceiro time e rapidamente se tornou um dos mais ricos do país, depois que se aproximou do governador Sergio Cabral Filho, ganhando as mais importantes licitações do Estado do Rio de Janeiro, inclusive a reforma do Maracanã e a construção das novas lâminas do Tribunal de Justiça.
Parceiro 3 – Arthur Cesar Soares de Menezes, o “Rei Arthur”, assim chamado porque é o grande artífice e planejador das terceirizações e licitações no governo Sergio Cabral. Em 2008, recebeu 23,5% (R$ 357,2 milhões) de tudo o que o governo estadual pagou. Na verdade, o reinado de Arthur César, do grupo Facility, se iniciou na gestão de Anthony Garotinho e desde então jamais foi destronado. Mas nem Garotinho ousou pagar tanto, em 2003, por exemplo, Arthur César só levou R$ 58,5 milhões.
Parceiro 4 – Sergio Luiz Cortes da Silveira é o homem de Cabral na área da saúde. O governador tentou emplacá-lo como ministro do governo Dilma Rousseff, que declinou quando viu a lista dos processos que o secretário responde por improbidade administrativa. A corrupção de Côrtes virou manchete dos jornais e ele jamais explicou como comprou o luxuoso apartamento de cobertura na Lagoa, que seu salário de Secretário de Saúde não poderia pagar. A atuação de Cortes rendeu ao governador uma interpelação judicial no STJ (IJ nº 2008/0264179-0), promovida pelo Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro e pela Federação Nacional dos Médicos.
Além dos quatro parceiros, o governador tem forte apoio da própria mulher, Adriana Ancelmo Cabral, que se tornou o maior fenômeno da advocacia nacional. Saiu da função de advogada assistente na Alerj (2001 e 2003) para catapultar sua carreira e fundar, em 2004, o Escritório Coelho, Ancelmo & Dourado Advogados Associados, sociedade que mantém o maior número de causas milionárias em que o Estado do Rio de Janeiro, suas autarquias e fundações funcionam como parte ou contraparte.
***
O ENRIQUECIMENTO DE CABRAL

Sérgio Cabral Filho vem de uma família de classe média baixa, nasceu no Engenho Novo e foi criado no bairro de Cavalcanti, subúrbio do Rio.

O pai, conhecido jornalista e crítico musical, se candidatou a vereador e foi eleito em 1982 e reeleito em 1988 e 1992. Cabral Filho se integrou à equipe do pai acabou nomeado diretor da TurisRio, no governo Moreira Franco.

Em 1990, pegou carona no nome do pai e foi eleito deputado estadual, tornando-se uma espécie de político-modelo.

Recusou as mordomias da Alerj, não usava o carro oficial, dirigindo seu modesto Voyage.

Defendia duas classes sociais: os jovens e os idosos, organizando os famosos bailes da Terceira Idade, primeiro no Clube Boqueirão do Passeio, depois no Canecão. Fazia uma carreira impecável, trocou o PMDB pelo PSDB e tinha tudo para dar certo na política.

Até que se candidatou a prefeito do Rio, em 1992, e descobriu as famosas “sobras de campanha”. Foi quando começou a enriquecer. Reeleito deputado estadual em 1994, ligou-se a Jorge Picciani, que durante 6 anos foi primeiro-secretário da Alerj, no período em que Cabral presidiu a casa (1995-2007). Em 1994, foi novamente candidato a prefeito, amealhando “mais sobras de campanha”.

Em 1998, tinha declarado um patrimônio de R$ 827,8 mil, mas já dava demonstrações explícitas de enriquecimento ilícito. Ainda estava no PSDB, mas rompeu com o então governador Marcello Alencar, que o denunciou ao Ministério Público Estadual por improbidade administrativa (adquirir bens, no exercício do mandato, incompatíveis com o patrimônio ou a renda de agente público), pela compra de uma mansão no condomínio Portobello em Mangaratiba, e de também de um luxuoso apartamento no Leblon.
Mas essa investigação foi arquivada pelo subprocurador-geral de Justiça Elio Fischberg, em 1999, porque Cabral alegou que fazia “consultoria política” para a agência do publicitário Rogério Monteiro, que lhe pagaria R$ 9 mil por mês, quantia insuficiente para justificar os elevados gastos de Cabral, mas o subprocurador parece que não eram bom em aritmética.
Em 1999, Cabral volta para o PMDB, e ainda como presidente da Alerj, se aproxima do então governador do estado, Anthony Garotinho, que o ajuda a se eleger senador em 2002, e depois o apóia na campanha para governador em 2006, com mais “sobras de campanha”.
Como governador, estrategicamente Cabral logo rompeu com seu protetor Garotinho, mas manteve o “reinado” de Arthur César Soares de Menezes Filho. E se ligou aos outros três mosqueteiros: Marcelo Mattoso de Almeida, o ex-doleiro que morreu sexta-feira pilotando o helicóptero na Bahia, o empreiteiro Fernando Cavendish, e o secretário Sergio Luiz Côrtes da Silveira. Com isso, foi aumentando desmesuradamente a fortuna, que já não dependia dos serviços de “consultoria” à agência do amigo Rogério Monteiro.
Hoje, o deslumbramento e o exibicionismo novo rico da família Cabral chega a tal ponto que uma foto publicada por O Globo esta terça-feira diz tudo. O filho de Cabral, Marco Antonio, aparece usando um relógio Rolex Oyster Perpetual Daytona de Ouro Branco, que custa nas melhores lojas do país a bagatela de R$ 50 mil. Não é preciso dizer mais nada.
Carlos Newton, da Tribuna da Imprensa
Assista a este video.